Pular para o conteúdo principal

Descrente

É parte da evolução se acostumar com a dor?
O tempo está passando e aquela dor que antes eu só conseguia não sentir quando evitava respirar só aparece de vez em quando, ou eu simplesmente quase não a percebo mais.
Estranho!
Acho que não me acostumei, apenas aprendi uma forma de evitar ou de barrar... Sinto-me esquisita cada vez eu ela tenta romper meu coração ou expulsar lágrimas dos meus olhos.
Eu sei que aprendi a evitar coisas que podem acordar-la e também algo em que possa gerar dor pior que essa. Nunca acreditei em histórias de amor mal acabadas. Sempre confiei que todos esses romances mal sucedidos eram fantasia de quem nunca havia sentido borboletas no estômago. Como era saudável essa minha fantasia. Que inocência! Uma criança que acreditava em príncipes, ainda habitava em mim.
Ao mesmo tempo em que sinto necessidade de alguém comigo, sinto que não tenho nada a oferecer. Que ao meu lado eu coloquei uma armadura, nada pode sair de mim. Sinto-me pequena diante de tudo que vivi nesse ano, sinto-me incapaz de tirar da minha cabeça algo que tanto me faz mal.
Porque caminhar tanto em busca de algo que me estremece e me esquenta ao mesmo tempo? Que me faz tremer de raiva e as veias latejarem de amor.
Eu sonhava tanto com um amor, eu buscava no meu intimo, eu desejava, eu ansiava, queria.
Sou tão pequenina diante de toda essa grandiosidade que é o amor, que não quero acreditar que amar dói. Sou uma criança que acabou de descobrir que fada do dente não existe, mas que de qualquer forma não quer deixar de ganhar a sua moeda de ouro.

Comentários

Digamos eu eu saiba até bem demais a dor que se sente quando não há mais dor nenhuma a se sentir.
;)
S2

Postagens mais visitadas deste blog

E Tudo Terminaria numa Grande Gozada...

Menos de meia hora e estarei um ano mais velho. Nunca vi um ano passar tão rápido. E ao som dos soldados de Renato Russo, e inteiros um mês após minha ultima postagem. Aproveito o momento de falta de inspiração e excesso de coragem para vomitar textos. “Nossas meninas estão longe daqui”. E eu nem sei onde estou. Completo 19 anos sem saber o que mudou dos meus 17. Sei que a barba esta maior. Minhas idéias também. Meu cabelo eu cortei. E a vontade de deixá-lo grande de novo só aumenta. Junto com a minha barriga. Que tenho a impressão estar crescendo cada dia mais. E isso me deixa profundamente triste... Não sei quem é o pai afinal. Uhauahuahauhauahuahauahau “Rir de tudo é desespero”. Sabe, esses dias ao assistir uma (rara) entrevista da célebre Lispector, comecei a pensar sobre idéias em comuns que circulam nas cabeças humanas, idéias e frases iguais ditas por pessoas diferentes que talvez sequer se conheçam. Comecei a pensar... Logo parei. Tinha uma morena linda do meu lado e ela puxou ...

Aos que Amo (Ou Sobre Amores Que Amadurecem)

Há séculos este que vos escreve desistiu de falar sobre “o que é o amor”, por assumir que sobre o amor eu nunca sei, no máximo, sobre amor estou sempre aprendendo e desaprendendo. Entretanto, hoje quero falar não sobre “o que é o amor”, mas sobre como são meus amores. Pois bem, Sou um pensador convicto. Não consigo “não pensar” sobre mil coisas a cada segundo, de vez em quando, nessas mil coisas de cada segundo, uma coisa em especial rouba atenção e uns 10 segundos de pensamentos só pra ela. Numa dessas (pensadas), uma dessas (coisas) me veio à mente: O (meu) Amor Amadurece (e o de alguns também) . E pronto, perdi vários segundos com esse pensamento. Como assim o amor amadurece? Explico: Observando alguns relacionamentos de outras pessoas e os meus, percebi que alguns amores amadurecem, por exemplo, o amor daqueles que me geraram, é um amor adulto, perto de fazer o aniversário de 30 anos, experiente, decidido, convicto. É um amor que já sabe o que quer e o que espera da vida, ...