É parte da evolução se acostumar com a dor?
O tempo está passando e aquela dor que antes eu só conseguia não sentir quando evitava respirar só aparece de vez em quando, ou eu simplesmente quase não a percebo mais.
Estranho!
Acho que não me acostumei, apenas aprendi uma forma de evitar ou de barrar... Sinto-me esquisita cada vez eu ela tenta romper meu coração ou expulsar lágrimas dos meus olhos.
Eu sei que aprendi a evitar coisas que podem acordar-la e também algo em que possa gerar dor pior que essa. Nunca acreditei em histórias de amor mal acabadas. Sempre confiei que todos esses romances mal sucedidos eram fantasia de quem nunca havia sentido borboletas no estômago. Como era saudável essa minha fantasia. Que inocência! Uma criança que acreditava em príncipes, ainda habitava em mim.
Ao mesmo tempo em que sinto necessidade de alguém comigo, sinto que não tenho nada a oferecer. Que ao meu lado eu coloquei uma armadura, nada pode sair de mim. Sinto-me pequena diante de tudo que vivi nesse ano, sinto-me incapaz de tirar da minha cabeça algo que tanto me faz mal.
Porque caminhar tanto em busca de algo que me estremece e me esquenta ao mesmo tempo? Que me faz tremer de raiva e as veias latejarem de amor.
Eu sonhava tanto com um amor, eu buscava no meu intimo, eu desejava, eu ansiava, queria.
Sou tão pequenina diante de toda essa grandiosidade que é o amor, que não quero acreditar que amar dói. Sou uma criança que acabou de descobrir que fada do dente não existe, mas que de qualquer forma não quer deixar de ganhar a sua moeda de ouro.
Amanha ao acordar Quero teu hálito no meu rosto. Sentir teu cheiro quente, Ainda debaixo do edredom. Quero me sentar ao lado da cama, Abrir um pouco a janela, Deixar a claridade da alvorada banhar de leve teu corpo nu. E Observar... Quero te acordar com um beijo, Ver seu olho abrindo devagar, E o sorriso brotando de sua boca. Sentir teu beijo quente e terno. Te dizer bem vinda. Desejar-te um bom dia. Este é apenas o começo de nossas vidas.
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;)
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