Pular para o conteúdo principal

Porque as vezes a razão quer dar sentido ao que deveria ser sentido.


Eu ando RAZÃO demais.
Sempre fui muito mais SENSAÇÃO do que RAZÃO. Eu era mais profundo, do que raso, nesse sentido... Não me importava com o significado do que as pessoas me diziam na hora que elas me diziam, apenas era se eu gostava ou não daquilo, e as sensações que aquilo me trazia. Isso passou, e é uma pena.
Meio que perdi a inocência disso. Faço o impossível, o que deveria ser proibido de se fazer: Eu questiono. Não que questionar seja um pecado (embora seja, para os que acreditam) a questão é a necessidade de às vezes querer dar sentido, ao que deveria apenas ser sentido.
Eu me ruborizo ao ouvir e ler, e fico feliz, e me aqueço por dentro... Mas depois, é como se eu quisesse saber o porque daquilo. Mania de explicações, mania de motivos, mania de dissertação...
Sábias palavras. Tenho mania de dissertação. De tanto confiar e errar, passei a desconfiar sempre. Confio, me apaixono, me entrego e me envolvo... Mas, é como se aqui dentro uma dúvida persistisse: “Até quando?”.
Não queria cair de novo, não agora... Mas, tenho caído tanto quando o assunto é sentimento... E sempre fui tão bom em aprender as coisas, mas, de tantas perguntas, deixo até o mais motivado e interessado em me ensinar de saco cheio. Sou chato por isso. Me sinto chato. Mas, na hora que faço a pergunta, as perguntas, aquela resposta parece ser a única saída, e depois a próxima, e a próxima, e a próxima...
Acho que estou viciado em perguntar... Não tinha pensado nisso ainda, mas, acho uma possibilidade plausível.
No fim, só te peço paciência. Corri por anos, em lugares aonde eu não podia confiar em quase ninguém... Vou demorar a simplesmente viver e sentir o vento da vida me levando... Mas eu quero, e quero ao seu lado...
Apenas me dê tempo, tenha paciência...


“O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...

Será que é tempo
Que lhe falta pra perceber ?
Será que temos esse tempo
Pra perder?
E quem quer saber ?
A vida é tão rara
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para não...”

Comentários

Nádya de Sá disse…
Gostei do texto Fernando, me soou como um desabafo... As vezes me sinto exatamente desse jeito que vc descreveu, mas só as vezes...hehe

Boa tarde
às vezes também me sinto assim... gostei do blog!

Postagens mais visitadas deste blog

E Se... Inconscientemente...

Eu te amo. Mas, e se, inconscientemente, eu quiser te matar? Acontece... E se, você não me amar, eu te mato dentro de mim. Ok, eu não te amo. Mas, talvez, inconscientemente, eu te deseje. Desejo sua boca vermelha e passo a passo vê-la ficando roxa. E seca. Quereria sua pele quente e fria, suada. E quero te abraçar de lingerie vermelha, ouvindo você sussurrar suas loucuras, meus sonhos, ao pé do meu ouvido. Minhas vontades são fantasias maquiadas. Meus medos são meus maiores desejos. E não ando temendo nada. A não ser as grandes paixões. Desejos, desejos... Palavras e associações. Piadas maldosas de canto de boca e sorrisos desvairados no meio da escuridão. Quero acordar nu com você ao meu lado. Auto-realizações. Auto confiança, Auto-Tudo. É que, no fundo, eu não sei o que sou; o que quero, por que quero e porque faço. E para quem eu o faço. No fundo mesmo, eu só queria fazer sentido. E não faço.

"..."

E eis que renasce. Melhor, eis que renasci. Acordei disposto a mudar o mundo, mudar tudo. Acordei e me lembrei do que sou. Acordei livre, solto, novamente apaixonado. Preso e louco de paixão. Paixão por mim, pela vida, pela liberdade, pelo prazer, pela dor de se viver. Paixão por tudo, sem, necessariamente, estar apaixonado por “você”. Até porque, hoje estou original, como aquilo que remete a origem, e, na boa origem de que venho e da qual sou fruto (no sentido daquilo que sou e vivo hoje) nunca houve alguém no lugar do “você”. E, quando houve, nem sempre os que existiram me fizeram tão bem quanto eu me sinto hoje. Quanto como sempre me senti e que pouco a pouco me perdi. Não escrevo esse texto com um destinatário, e nem o remetente mesmo sou eu. Escrevo como um desabafo, ou, como o ápice de um caminho, o clímax que se revela no final, após as letras subirem. Desci e desci e continuei descendo. Desci tanto que estou mais alto hoje do que jamais estive. Precisei me perder comp...