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Sobre o dia em que Vislumbrei o fim.

Ontem, sentado num cubo vermelho e cercado de vidro, tive um vislumbre do futuro. Como todo bom oráculo, me mostrou o suficiente pra secar minhas certezas e criar dúvidas onde antes havia apenas paz.

E, o futuro (de ontem, porque, podemos mudar hoje e o futuro ser outro amanhã) não era dos melhores. E a mudança necessária só acontecerá depois do fim.

Estou num caminho (estrada, trilho ou trilha) e ando lado a lado com outro alguém, mas não sou eu quem guia. A pessoa que guia, que pode ser o outro alguém, está cercada de outras pessoas, mas ela não enxerga essas pessoas, e essas pessoas não enxergam o caminho, mas, exercem influência em como essa pessoa guia. Essas pessoas embaralham o caminho, o enchem de bifurcações onde antes existiam apenas curvas e obstáculos, e oferecem atalhos. Olhe bem, o caminho nunca foi fácil, mas o caminho era por si só a própria escolha fundamental.

Agora o caminho deixou de ser a escolha e passou a ser repleto de escolhas, e mil vozes gritam direções, eu aperto sua mão, mas estou mudo. Não tenho voz, nem expressão, e choro e grito e você não vê, ainda.

O futuro me mostrou uma escolha errada, numa bifurcação que não existia. Saímos do caminho e só vimos quando caímos. Nossas mãos se distanciaram. Eu te gritava mas outras vozes cegavam seus ouvidos. Quando enfim o silêncio chegou, tudo que ouvira fora ecos. As vozes tinham sumido e com elas a cegueira, de olhos e ouvidos abertos você enxergou o caminho, e viu quem te cercava, e os viu por inteiro, e entendeu. Mas agora já era o depois do fim.

Estaríamos prontos pra (re)recomeçar, ou pronto, seria esse o ponto final?

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