Pular para o conteúdo principal

Rascunho: "Delírio/desejo: o sonho da instrumentalização do comportamento vicioso."

“Se não pode com eles, junte-se a eles.”

Particularmente nunca fui muito fã dos ditos “ditados populares”. Quase todos são desprovidos de lógica, de conhecimento e propagam ensinamentos vazios. Mas, eis un que vira e mexe me traz boas lições.

Tenho em meu repertório, assim como qualquer ser-humano normal, uma série de comportamentos cuja eficácia ou necessidade são questionáveis, e que mais questionáveis ainda são “o bem” ou o reforço que esse comportamento traz quando emitido. Acontece que alguns desses comportamentos são extremamente difíceis, na minha vivência, de serem instintos. O que fazer com eles então? Instrumentá-los.

Como assim? Explico.

Usei o termo vicioso porque são comportamentos que como um vício são difíceis de controlar e que nem sempre trazem boas consequências, um comportamento assim em mim é um estado de inércia apática que entro as vezes.

É um estado no qual meu ser fica dividido em dois, e o ser que sente é totalmente subjugado pelo ser que pensa. Embora convivam quase sempre com amor e amizade e troca, quando minha depressão voltava a superfície, ou quando o dia era ruim, a insônia batia, ou quase qualquer outra coisa que abalasse meu equilíbrio psicológico, o ser pensante subjugava o ser que sente.

E isso, no dia a dia meus amigos, é uma merda. Eu me tornava indiferente a tudo, a todos, inclusive a mim mesmo e minhas necessidades não racionais. Tudo que não era racional, era subjugado a um patamar inferior de necessidades e quereres. E escondido. Já sofri muito por isso, e já fiz sofrer.

Com o tempo passei a perceber e tentar controlar esse instinto de fechamento ao mundo, até chegar ao ponto que não o eliminei, mas o coloquei a meu serviço: Sempre que estou em uma crise realmente grande, deixo meu sentir ser guardado e meu eu racional-apático assume.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Amanha ao acordar Quero teu hálito no meu rosto. Sentir teu cheiro quente, Ainda debaixo do edredom. Quero me sentar ao lado da cama, Abrir um pouco a janela, Deixar a claridade da alvorada banhar de leve teu corpo nu. E Observar... Quero te acordar com um beijo, Ver seu olho abrindo devagar, E o sorriso brotando de sua boca. Sentir teu beijo quente e terno. Te dizer bem vinda. Desejar-te um bom dia. Este é apenas o começo de nossas vidas.

Descrente

É parte da evolução se acostumar com a dor? O tempo está passando e aquela dor que antes eu só conseguia não sentir quando evitava respirar só aparece de vez em quando, ou eu simplesmente quase não a percebo mais. Estranho! Acho que não me acostumei, apenas aprendi uma forma de evitar ou de barrar... Sinto-me esquisita cada vez eu ela tenta romper meu coração ou expulsar lágrimas dos meus olhos. Eu sei que aprendi a evitar coisas que podem acordar-la e também algo em que possa gerar dor pior que essa. Nunca acreditei em histórias de amor mal acabadas. Sempre confiei que todos esses romances mal sucedidos eram fantasia de quem nunca havia sentido borboletas no estômago. Como era saudável essa minha fantasia. Que inocência! Uma criança que acreditava em príncipes, ainda habitava em mim. Ao mesmo tempo em que sinto necessidade de alguém comigo, sinto que não tenho nada a oferecer. Que ao meu lado eu coloquei uma armadura, nada pode sair de mim. Sinto-me pequena diante de tudo que vivi nes...